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  • Foto do escritorFelipe Alecrim

#02_Knotfest BR 2022

Atualizado: 11 de abr. de 2023


A primeira edição do Knotfest Brasil aconteceu!

Um festival criado e organizado pelos caras do Slipknot com intuito de rodar o mundo sendo um dos refúgios das bandas de rock pesado.


A primeira edição no Brasil aconteceu no sambódromo do Anhembi na cidade de São Paulo e reuniu mais de 40 fucking mil pessoas! Trazendo um line up de respeito com bandas consagradas como: Judas Priest, Bring Me The Horizon, Pantera, Sepultura, além é claro da banda anfitriã do evento, o Slipknot.


Antes de falar dos shows em si, queria relatar a minha experiência com o evento.

O festival aconteceu em um domingo e foi organizado para comportar 12 bandas em dois palcos (um de cada lado do sambódromo, para quem já foi lá). A parte positiva dessa divisão é o fato de não ter rolado shows em horários simultâneos, então com muito esforço dava pra ir de um palco a outro para ver todos os shows. Inclusive, enquanto rolava um show em um palco, a galera do outro poderia assistir pelos telões.


Poreeeeeeeeem, foi um festival bastante difícil de conseguir entrar. O Anhembi tem vários portões de entrada, mas a organização disponibilizou APENAS UM pra toda galera que não era do camarote e isso inevitavelmente acabou gerando filas quilométricas. Pra você ter ideia, o primeiro show, do Black Pantera, estava previsto para começar às 11h da manhã, mas só as 10:30h o portão foi aberto. Eu cheguei na fila do estacionamento oficial do evento às 10 horas da manhã e entre essa fila + fila do portão, consegui entrar no evento NA METADE DO SHOW DO SEPULTURA QUE COMEÇOU ÀS 15H (SIM, 3 HORAS DA TARDE). Maluco, foi um inferno!


E nisso, perdemos de ver os shows do próprio Black Pantera, além do Oitão, Jimmy & Rats, Project 46, Trivium e Vended. Eu, a Thaisa e mais um monte de gente que ficou mofando na fila do lado de fora do Anhembi. A organização realmente vacilou demais nesse quesito.


Quando consegui FINALMENTE entrar, fui direto pro show do Sepultura (PORRAAAAAA, SE PUL TURA!) Inclusive, antes de seguir com as impressões sobre a estrutura do evento, vale o parágrafo sobre esse primeiro show.


O Sepultura é a maior banda de metal que já existiu nesse país. (emocionei, eu sei kkkk). E realmente era um sonho pra mim poder ver os caras ao vivo. Andreas, Eloy, Derick e o Paulo são músicos de outro mundo, é realmente impressionante vê-los ao vivo. O Eloy Casagrande é uma parada incrível, um batera fantástico, mas os outros caras também são entidades do meta e saber que uma banda tão foda quanto essa foi criada no Brasil, TEM QUE nos encher de orgulho, na moral.

Sonho realizado, show do Sepultura visto (mesmo que só metade por causa da fila amada e querida).


Tem um detalhe importante deste domingo nublado (mas não chuvoso) do festival: ERA FINAL DE COPA DO MUNDO, AMIGOS (voz do Galvão). Então, a produção colocou um telão no meio do sambódromo pra galera acompanhar o jogo entre Argentina e França. E olha, pra quem conseguiu entrar (kkkkkkkkrying) parece que foi uma experiência bem legal. Sabe que momento eu entrei? Exatamente no último pênalti que consagrou nossos hermanos como campeões do mundo. Queria ter visto, confesso.


Sobre o restante da estrutura, a impressão que ficou é que era pouca em relação ao tanto de gente que tinha no festival. Banheiros e restaurantes, (criei a expectativa de conseguir comer no Cão Véio, restaurante do Fogaça e do Badauí, mas as filas eram tão grandes que acabei desistindo). Uma outra atração que desisti de tentar por conta da fila quilométrica foi o museu do Slipknot. Com exposição de vários itens e histórias da banda, mas não rolou rs. E um detalhe importante também: Os preços dos itens no merch oficial do evento, PQP MANO! Papo de 100 reais numa bandana! Tá maluco, sem condições.


Eu sei que todo festival é lotado, eu sei disso. Não estava esperando um rolê confortável e tal, mas passou do ponto aceitável, a parada estava insana e realmente ficou a sensação de que tinha muito mais gente que o esperado para a estrutura que foi montada. Bom, pelo menos pra mim foi essa impressão rs.


Maaaas, vamos aos shows!

Depois do Sepultura, a gente (eu e Thatóla querida e amada do meu coração), queríamos ver um pouco do Pantera (com Phil Anselmo nos vocais e o lendário Zakk Wylde nas guitarras), além do Bring Me The Horizon (que vimos dois dias antes) e obviamente o Slipknot.


Sobre o show do BMTH, queria relatar algo bastante específico, mas também comum em relação às diferenças de um show solo para um show de festival. Para o Knotfest, o Bring trouxe um setlist parecido com o show de duas noites atrás, porém com algumas modificações estratégicas. Por exemplo, trocar "Follow You" por "Sleepwalking". Uma balada de violão e voz no ao vivo, por um metal. E além disso, nitidamente (em comparação ao show solo), o Oliver faz um pouco menos de interação com o público, afinal de contas não são todos que estão ali pra ver exclusivamente a banda. Inclusive, o show que viria depois do Bring naquele palco seria o Slipknot, então tinha muita gente já guardando um bom lugar para ver a principal atração. Mas, enfim… apenas uma observação de mudanças estratégicas que toda banda faz quando toca em festivais. O show foi tão foda quanto o da sexta-feira.


Pós show do Bring a gente acabou ficando por ali mesmo e vimos o Judas Priest pelo telão do palco que viria na sequência os caras do Slipknot. E, apesar de conhecer pouco, sei da importância e tamanho da banda no cenário do metal, não é atoa ser uma das maiores da cena.


E aí, veio simplesmente: O MAIOR ESPETÁCULO QUE JÁ PRESENCIEI NA VIDA! O Slipknot!


PORÉM, ENTRETANTO, CONTUDO, TODAVIA… Vai rolar um texto só pra falar do show do Slip, pois eu realmente tenho que dizer que NUNCA VI ALGO PARECIDO e por isso, preciso deixar uma resenha só pra esse momento.


Em resumo, foi um bom festival apesar do perrengue na entrada e estrutura. Fatos que a produção PRECISA melhorar para a próxima edição que, inclusive, o próprio Corey Taylor prometeu ser já em 2023.



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