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  • Foto do escritorFelipe Alecrim

#08_Cura + Bullet Bane - Campinas 2023


Um dia depois do Monsters Of Rock (meu calcanhar ainda não apareceu desde o Deep Purple) rolaram os shows do Cura e do Bullet Bane no Bar do Zé em Campinas. Mais um passeio pelo tempo do Rock`n Roll, indo do auge do hard rock setenta e oitentista até o Metalcore nacional da atualidade.


Não conhecia o BDZ que fica em Barão Geraldo. Achei o lugar aconchegante mesmo sendo pequeno, as opções do bar são boas e tal. Deve caber umas 300 pessoas ali, vale a pena conhecer. Segundo Thatóla, tem algumas boas festas pra ir, tipo "Também Fui Emo", "Anos 2000" e tal.


O rolê começou com algumas outras bandas antes do Cura, mas infelizmente eu não consegui acompanhar e por isso seria injusto resenhar sobre elas (mal aí, meus bruxos), mas ganhei um adesivo da Clarea (dá uma olhada no Instagram dos caras).


Às 20h o show do Cura começou. Primeira vez que tive a chance de ver os caras ao vivo, conheço a banda, rapaziada gente boa, tão no corre com sons autorais (o que valorizo muito) e ganhando cada vez mais espaço na cena do metalcore (posso nomear assim?) nacional.


O start foi logo com "Complexo e Natural", último single lançado pelos caras e meu som favorito. E bem no primeiro som deu pra notar que os caras não estão pra brincadeira. E digo isso porque sei das dificuldades e perrengues que é ter uma banda de metal de forma independente aqui no Brasil, mas a cada lançamento dá pra perceber que o Cura vem crescendo e se estruturando, mesmo com coisas que parecem básicas, como tocar ao vivo usando metrônomo, sintetizadores e linhas pré gravadas, até a questão estética de figurinos, acessórios (TUDO DA VULCÂNICA), arte da banda no bumbo da batera… enfim, coisas que parecem simples, mas que no cenário independente é sempre uma conquista.


A banda ta afiadíssima! Diego conduzindo os vocais com uma potência, controle e técnica foda, Renatinho nas guitarras e backing vocals trazendo excelentes riffs e harmonias, meu mano Orlando com o peso brutal e bem definido das linhas de bass (o que faz muita diferença do estilo do som. EU QUERO VER BANDA QUE O BAIXO TRABALHA, PORRA! KKKKKK). E além de tudo isso, ainda tem o Matheus no controle dos tambores. Um batera que une a técnica, pressão, velocidade, intensidade, ritmo e entrega um peso muito foda pros sons. Setlist sem balada, porradaria do início ao fim, mosh comendo solto e intensidade a mil!


Enfim, curti demais ter visto o show do Cura, o céu o limite, meus manos! Que venham os próximos singles. Vai atrás pra conhecer o som dos caras porque vale a pena.


Aí o Bullet Bane colou pro rolê…


Conheci o Bullet com o disco "BLLT", lançado em 2022 e curti logo de cara. A banda mistura o peso do metalcore com harmonias e vocais melódicos. Na época que conheci, eu tava na vibe de ouvir muito Bring Me The Horizon, aí o som do Bullet me lembrou bastante. Foi meu disco no repeat por várias semanas e por isso estava ansioso pra poder ouvir ao vivo.


E foi beeeeem legal. O Bullet é uma BANDONA! Profissional em todos os sentidos, não deixa a desejar em nada em relação à experiência que o show proporciona.

As músicas ficam ainda mais pesadas ao vivo do que no disco, as baladas proporcionam aquele momento de êxtase pra galera. Arthur entregando uma qualidade vocal muito foda, tanto quanto no estúdio, conduzindo os sons guturais e melódicos e a banda também performa bem demais. (O batera também é muito foda).


O setlist foi majoritariamente do "BLLT", com todos os sons que eu mais curto, tipo "Esse vazio ocupa tanto espaço", "No Fim Talvez", "Organizando meu Vazio", Sentir" e "Pra Não Ter Que Enxergar Onde Errei", mas também deu pra conhecer (e curtir bastante) outros singles da banda, como "Castelo de Areia" e "Cura".


Também rolou mosh, teve criança de 11 anos pulando na galera e ainda no meio do show o Arthur soltou a informação de que em breve os caras se juntam pra terminar o próximo disco, aguardeeeeemos!


O rolê foi brutal, cavalar e preza, apesar de continuar aguardando ansiosamente a volta a vida do meu calcanhar, mas valeu a pena. Cura e Bullet Bane proporcionaram uma experiência foda pra mim e pra todos que estavam ali.


Inclusive, tenho até um pensamento de fazer resenhas sobre bandas independentes, pra contar a história, referências e objetivos de quem tá no corre. E o Cura seria uma delas. Vou pensar em desenrolar isso.


Bora pro próximo, do meu brother (me segue no twitter então é brother), Esteban Tavares!





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